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Técnico manipulando uma CPU na placa-mãe.

Entenda a diferença entre processador de notebook e desktop

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Podemos analisar a diferença entre processador de notebook e desktop sob vários aspectos, passando pela utilidade, tamanho físico e o consumo de energia de cada um.

Continue a leitura para entender mais sobre as funções de uma CPU em um laptop e um computador de mesa, suas principais diferenças e algumas hipóteses sobre os caminhos para os quais o mercado está caminhando.

O que é uma CPU e como ela funciona?

A unidade de processamento central (central processing unit) é o grande “cérebro” que faz o PC funcionar, sendo formado por uma junção de bilhões de transistores, capazes de realizar muitas operações lógicas em frações de segundo. Dependendo do tipo de uso, um processador pode ter composições variadas. De maneira geral, quanto mais potência, maior o consumo de energia e mais difícil fica a refrigeração.

A CPU possui a função principal de receber instruções com base nos comandos inseridos pelos usuários, devolvendo os resultados na tela do PC. Em termos gerais, é como se ela fosse o balcão de atendimento entre a pessoa e a máquina, anotando e entregando os pedidos.

Depois de receber um comando, a CPU realiza uma série de operações em sequência ou simultaneamente, a depender do número de núcleos em sua composição. Juntamente com essa contagem, a frequência – ou clock – é o outro fator determinante para a velocidade do processador.

Em 2020, o patamar de tecnologia se traduz em processadores com clocks variando entre 1 e 5 gigahertz (GHz), enquanto a quantidade de núcleos vai desde os dual-core (2) mais básicos até os impressionantes 64 presentes nas CPUs da série Threadripper da AMD.

Vale lembrar que também existem alguns modelos de notebook com processador de desktop, geralmente voltados para o público gamer.

Diferenças entre processador de notebook e desktop

As principais diferenças entre essas duas plataformas estão relacionadas com a funcionalidade de cada uma. Em notebooks, existem limitações de energia e tamanho em favor da portabilidade, algo que não acontece com desktops, que podem usufruir de sistemas mais robustos.

Consumo de energia

Para ter uma ideia de como diferentes processadores se comportam, podemos observar as especificações das fontes de alimentação que cada equipamento necessita.

O consumo de energia dos notebooks costuma ficar em um patamar reduzido, permitindo que o fornecimento se dê por um cabo com transformador externo, ou seja, o sistema fica completamente isolado do resto do equipamento.

A potência gira em torno dos 65-90 Watts (W), com alguns modelos mais robustos exigindo valores por volta dos 180 W. Por outro lado, computadores de mesa utilizam fontes de energia de capacidades muito maiores, com potência começando em 400 W e podendo ultrapassar os 1.500 W. 

Portanto, com base nessas especificações, fica claro que os laptops são projetados para exigir menos energia, proporcionando maior autonomia de bateria, consequentemente.

Design

Outro ponto importante de diferenciação entre processadores de desktop e notebook é o design do chip. Como o espaço para a placa-mãe é reduzido, tudo precisa ser mais compacto: CPU, pentes de memória RAM, placa de vídeo, entre outros.

Dessa forma, é comum que os modelos de laptop sejam menores em tamanho, com um design diferenciado que vai desde a quantidade de pinos até a arquitetura interna dos núcleos.

Pente de memória e CPU para notebook.
Detalhe de um pente de memória RAM e uma CPU de notebook.

Potência

Todos os processadores seguem um mesmo princípio que rege a grande maioria das máquinas e equipamentos eletrônicos: quanto maior a potência de operação, mais energia é necessária para operar, e mais calor será gerado no processo.

Laptops sempre vão buscar o máximo de potência dentro das suas limitações de energia e tamanho. Por isso, é comum encontrar modelos de CPU para notebook que variam a frequência entre 1 e 3 GHz.

Nos processadores mais novos, o clock só vai subir em situações de utilização de programas pesados, mantendo valores mais baixos em atividades como navegação web ou edição de documentos. Desktops, em contrapartida, conseguem manter frequências mais altas em todas as situações.

Vale ressaltar que as fabricantes não costumam deixar muito claro se um processador é para notebook ou computador de mesa. Como exemplo, podemos analisar dois exemplares de CPUs Intel Core i5:

Modeloi5-10210Ui5-10500
SegmentoNotebookDesktop
Frequência (GHz)1,60 (4,20 máx.)3,10 (4,50 máx.)
Núcleos46

Com base nos dados da tabela, podemos ver que os nomes dos modelos não variam muito, mas as especificações são bem diferentes, principalmente na frequência – que interfere diretamente no poder de processamento.

Temperatura

A limitação de potência também funciona para reduzir o superaquecimento das peças do notebook, que é extremamente prejudicial para o aparelho e pode, inclusive, deixar a experiência do usuário desagradável – principalmente porque parte do calor acaba transmitida para o teclado, que fica em contato direto com os dedos.

No caso de um computador de mesa, os gabinetes são caixas com muito espaço para a instalação de coolers de ventilação, além do próprio distanciamento entre os componentes do PC.

Um laptop, pelo contrário, não possui essa folga, com todas as peças muito próximas na placa-mãe. Por isso, utilizam sistemas específicos para ventilação, como câmaras de vapor e pequenos tubos de cobre para conduzir o calor.

Outro destaque importante é a relação entre a temperatura e o barulho. Algumas fabricantes de notebook preferem optar por sistemas mais “fracos” e exigir menos das ventoinhas de refrigeração, para que a rotação não acabe gerando barulho, o que também pode atrapalhar a experiência do usuário.

Sistema de refrigeração de um notebook.
Sistema de refrigeração de um notebook.

Processadores de laptop: panorama rápido de 2020

Para este ano, o mundo da tecnologia está alcançando um patamar muito interessante no segmento de notebooks, com aparelhos que estão trazendo níveis de desempenho bem próximos dos desktops.

Como destaque, tivemos o lançamento da décima geração de CPUs da Intel, com opções de até 8 núcleos e clocks máximos na casa dos 5 GHz. Esses processadores, sem dúvida, deixam alguns modelos de desktop para trás e fazem a diferença no segmento de notebooks gamer.

Do outro lado da concorrência, a AMD anunciou em 2020 seus novos processadores Ryzen de quarta geração, presentes em alguns modelos de laptops e com performances impressionantes, principalmente na parte de vídeo integrado.

A evolução desse segmento se deve, principalmente, aos avanços na litografia dos processadores, com transistores cada vez mais próximos e mais eficientes. Atualmente, o padrão do mercado é de 14 nanômetros para a Intel e os 7 nanômetros para a AMD.

Tudo indica que as melhorias vão continuar pelos próximos anos. Há rumores de que a Apple, inclusive, esteja trabalhando em seus próprios processadores para notebook, baseados na arquitetura ARM.

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