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Detalhe de uma placa-mãe de computador.

Entenda como funciona: RAID 0 e RAID 1

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Quando se trata do desempenho de um disco rígido, dois dos principais fatores são a velocidade e a segurança. Na maioria dos casos, sempre é desejado possuir a maior rapidez possível na transferência de dados, sem deixar de lado sua integridade.

Nesse contexto, há algumas tecnologias alternativas ao uso de discos rígidos, como os SSDs, que possibilitaram uma maior confiabilidade e um ganho de velocidade nas taxas de leitura e escrita de informações — mas a um custo mais elevado, quando comparado aos HDs tradicionais.

No entanto, existem técnicas que podem ser utilizadas nesses dispositivos, a fim de incrementar a rapidez ou a segurança dos dados. Confira, neste post, como funciona o RAID 0 e RAID 1!

O que é RAID?

RAID é a sigla em inglês para Redundant Array of Inexpensive (ou Independent) Disks, que se traduz em Arranjo Redundante de Discos Econômicos (ou Independentes). Em termos gerais, isso significa conectar um ou mais unidades de armazenamento, fazendo com que elas trabalhem juntas.

Existem, basicamente, dois objetivos principais com a aplicação de um RAID:

  • Aumentar a velocidade de transferência de dados;
  • Garantir maior segurança para as informações armazenadas.

Esses dois tipos podem ser exemplificados pelo RAID 0 e RAID 1, que serão detalhados a seguir.

RAID 0: mais velocidade

O RAID 0 é capaz de aumentar drasticamente a rapidez com que os arquivos são gravados e lidos pelo sistema. Ao conectar dois HDs em RAID 0, as informações serão repartidas em duas partes, sendo cada pedaço gravado em um dos discos.

Computador com bandeja de HD em detalhe.
Arranjos de HDs em modo RAID 0 podem até dobrar a velocidade de leitura e gravação de dados.

Dessa forma, é como se cada arquivo fosse reduzido pela metade em tamanho, visto que há, agora, dois dispositivos cuidando cada um de uma parte dos dados. Portanto, a velocidade nas transferências de dados cresce, já que cada disco será responsável por apenas uma parte do arquivo — o armazenamento total é a soma da capacidade dos dois HDs.

Em contrapartida, uma desvantagem é a integridade dos arquivos. Como cada informação é dividida entre duas unidades de armazenamento, caso alguma delas venha a falhar, todos os dados são perdidos. Portanto, é importante ter conhecimento desse risco antes de configurar um RAID 0.

RAID 1: maior confiabilidade

Com o objetivo de garantir a integridade dos arquivos, a aplicação de RAID 1 é a mais adequada. Ao conectar dois discos rígidos nesse arranjo, as informações são copiadas integralmente nas duas unidades de armazenamento.

Dessa forma, o RAID 1 garante que cada dado esteja espelhado nos HDs. Assim, caso algum deles apresente alguma falha de funcionamento, nenhuma informação será perdida. Para que isso aconteça, ambos os discos precisam estar comprometidos.

Vale ressaltar que, embora a confiabilidade dos arquivos seja incrementada, não há ganhos de velocidade ou de espaço de armazenamento no arranjo RAID 1.

RAID 10: vantagens combinadas

Uma alternativa que une o que há de melhor nos dois arranjos citados anteriormente é o chamado RAID 10. Nesse esquema, quatro unidades de armazenamento são utilizadas, onde:

  • Os arquivos são repartidos entre um conjunto de dois HDs;
  • Os dados são espelhados para os dois discos restantes.

Com esse arranjo, é possível combinar o melhor de um RAID 0 — arquivos divididos entre unidades de armazenamento, para aumentar a performance —, com a vantagem de um RAID 1 — redundância de dados duplicados entre discos. Porém, os custos de implementar uma solução como essa serão bem maiores.

Como fazer RAID

Antes de começar, é importante ter em mente alguns requisitos para configurar um arranjo RAID:

  • A placa-mãe deve ser compatível com essa tecnologia;
  • É preciso ter o número de discos rígidos necessários: é possível fazer RAID 0 ou 1 utilizando de dois a seis HDs (ou SSDs). No caso de RAID 1, os discos devem estar em pares (2, 4 ou 6), não sendo possível fazer um arranjo com três HDs, por exemplo.

Para exemplificar o processo, o canal da Chipart produziu um vídeo com o passo a passo detalhado de como fazer RAID 0.

Basicamente, para configurar um RAID, as etapas são:

  • Conectar os HDs na placa-mãe, por meio das entradas SATA;
  • Ligar o PC e acessar a interface BIOS e configurar a porta SATA para trabalhar em modo RAID;
  • Reiniciar o computador para a tela de configuração de RAID;
  • Criar um novo RAID, selecionando o nome, o tipo de arranjo e o tamanho de cada pedaço de arquivo que será dividido (possui valores recomendados).

É importante destacar que, para cada placa-mãe, os atalhos e interfaces de configuração podem ser diferentes. Por isso, é recomendado consultar o manual de instruções da placa, que pode, inclusive, conter instruções sobre esses arranjos. O processo de configuração de um RAID 1 é muito semelhante, desde que os requisitos estejam, também, sendo atendidos.

É importante destacar a importância em tomar os cuidados necessários ao implementar essa técnica. Caso haja alguma dúvida ou incerteza, é recomendado procurar uma assistência técnica de sua confiança.

Utilizar arranjos RAID 0 e RAID 1 são alternativas para conseguir mais utilidade a partir de unidades de armazenamento convencionais, seja para mais segurança (RAID 1) ou aumento na velocidade de transferência de arquivos (RAID 0).

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